Iniciativas PoP-SC, RCT-SC e redeUFSC são interconectadas via rede ATM

A partir de 1998, a tecnologia de rede ATM (Asynchronous Transfer Mode) passa a ser utilizada para interconectar redeUFSC, PoP-SC e RCT-SC. O PoP-SC nesta época implanta o ATM em sua rede local. A RCT-SC inicia a implantação do ATM neste ano em sua rede.

Foram utilizadas as tecnologias de enlace ATM LANE (ATM Local Area Network Emulation), ATM Classical IP e MPOA (Multi-Protocol Over ATM), que facilitavam a troca de dados em uma LAN (Local Area Network) através de um backbone ATM. A tecnologia também possibilitava a integração da rede ATM com os protocolos LAN – Ethernet, Token Ring e TCP/IP.

RMAV-FLN – Rede Metropolitana de Alta Velocidade de Florianópolis

No ano anterior, 1997, no mês de outubro, a RNP e o Protem lançaram com o apoio do CNPq o edital “Projetos de Redes Metropolitanas de Alta Velocidade” para promover a criação de infraestrutura e serviços de rede de alta velocidade em diversas regiões do país. Tratava-se do primeiro passo para a implantação do novo backbone RNP2.

Este edital resultou na formação de 12 consórcios trabalhando através do Projeto RMAV – Redes Metropolitanas de Alta Velocidade em diversas frentes de aplicação de redes de alta velocidade, com o objetivo de alavancar a introdução e o desenvolvimento local de aplicações sofisticadas, com uso intensivo de recursos interativos e multimídia e também para capacitar recursos humanos na perspectiva de operar e apoiar o desenvolvimento de redes baseadas em tecnologias de última geração.


Vídeo de divulgação da RMAV-FLN

Em setembro de 1998 é submetido  o projeto para a criação da Rede Metropolitana de Alta Velocidade de Florianópolis (RMAV-FLN) por meio de uma parceria entre UFSC, UDESC, TELESC, EPAGRI/CLIMERH. O projeto foi submetido em resposta ao edital da RNP e ProTem (Programa Temático Multiinstitucional em Ciência da Computação)/CNPq de Redes Metropolitanas de Alta Velocidade – RNP/Internet2. A coordenação do projeto na UFSC ficou a cargo do NURCAD/UFSC (Núcleo de Redes de Alta Velocidade e Computação de Alto Desempenho).

Em 1999 o projeto é aprovado e a RMAV-FLN é construída como uma rede experimental para aplicações avançadas, com capacidades entre 155 Mbps e 622 Mbps no backbone e entre 25 Mbps e 155 Mbps no acesso. A rede utilizava tecnologias de enlace ATM LAN Emulation, ATM Classical IP e MPOA. A rede foi projetada de maneira a integrar as redes das instituições participantes, promovendo melhorias na qualidade dessas redes.

No total o projeto RMAV-FLN teve uma duração de 26 meses, entre abril de 1999 e maio de 2001. Após o término do projeto, as instituições permaneceram conectadas, porém não foram realizados mais experimentos. Os principais resultados do projeto foram:

  • Implantação e operação da Rede Metropolitana de Alta Velocidade de Florianópolis;
  • Criação de estrutura e condições para administrar a rede de forma eficiente e segura;
  • Realização de experimentos em aplicação de multimídia distribuída; e
  • Capacitação de pessoal e instituições para operar, gerenciar e implementar melhorias em redes de tecnologia ATM.

Ampliada capacidade da conexão do PoP-SC com a RNP usando SONET DWDM

No ano de 2005, o PoP-SC recebe os novos enlaces da RNP utilizando a tecnologia DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing) a qual substitui a tecnologia SDH/STM-1. Esta tecnologia permitiu se criar uma nova rede sobre capacidade básica de transmissão Fibra X Lambda (sistemas multiplexados xWDM). O protocolo de transmissão POS (Packet over SONET) continua a ser utilizado. Neste momento, foram instalados enlaces com o PoP-PR e PoP-RS (Curitiba e Porto Alegre), substituindo o enlace que estava instalado para São Paulo formando o chamado Anel Sul. A capacidade agregada do PoP-SC atingiu 5 Gbps, 2 enlaces de 2,5 Gbps representando um aumento na capacidade em 32 vezes. Internamente na rede do PoP-SC, a banda disponível era de 1 Gpbs utilizando a tecnologia Ethernet.

RedeIpê
RedeIpê

Com a chegada das conexões de maior capacidade com 2,5 Gbps, com o aumento da RCT-SC e fase de transição da rede interna do PoP-SC entre ATM e Ethernet, o PoP-SC passou a concentrar as instituições qualificadas diretamente no roteador do antigo backbone da RNP, pois o ativo da RCT-SC já não comportava todo o tráfego de suas instituições. As conexões ATM/Frame Relay que chegavam até o concentrador da RCT-SC, localizado na UDESC, foram aprovisionadas através de PVC ATM (Permanent Virtual Circuit ATM) através da RMAV-FLN.

O equipamento de concentração dos enlaces da RNP instalados no PoP-SC foi o Juniper M40e. Como equipamento de distribuição do PoP-SC foi utilizado o equipamento Extreme Alpine 3804. Estas alterações de tecnologias e capacidades nos enlaces da RNP demarcaram o final da rede RNP2 e início da RedeIpê, rede que perdura até os dias atuais.

Articulações para a criação da REDECOMEP na região de Florianópolis

No ano de 2005 ocorreram as primeiras articulações para a criação de uma rede para Educação e Pesquisa na Região de Florianópolis no contexto da iniciativa REDECOMEP  (Redes Comunitárias para Educação e Pesquisa). A REDECOMEP é uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que tem como objetivo implementar redes de alta velocidade nas regiões metropolitanas do país. O modelo adotado baseia-se na implantação de uma infraestrutura de fibras óptica voltada para as instituições de pesquisa e educação superior e na formação de consórcios entre as instituições participantes de forma a assegurar sua auto sustentação.

A primeira solicitação tratando a respeito da criação da rede metropolitana acadêmica da RNP na região de Florianópolis ocorreu através de e-mail em 11 de março de 2005. Neste, a RNP marca uma reunião com os representantes do PoP-SC e da UFSC em Florianópolis para o dia 17 de março de 2005. Motivados pela ideia da criação da rede, previamente à esta reunião, UFSC, PoP-SC e CIASC articularam uma possível parceria que ajudasse a promover a implantação da rede.

Na reunião entre RNP, PoP-SC e UFSC são iniciadas as articulações para criar a rede metropolitana acadêmica de Florianópolis. O estabelecimento desta rede levou em conta a parceria com o Governo do Estado, visto que nesta época o Governo também estava construindo uma infraestrutura de fibra óptica em Florianópolis (RMG – Rede Metropolitana Governamental) e a UFSC até então havia liderado iniciativas anteriores de criação da RMCT e da RMAV-FLN. Esta parceria é vista com bastante confiança por parte da RNP.

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Primeira troca de e-mails referente à primeira reunião sobre a criação da possível rede metropolitana acadêmica da região de Florianópolis (REMEP-FLN)